terça-feira, 25 de novembro de 2008

Aprenda a falar direito.

Eu tava refletindo aqui, em pleno horário de trabalho, sobre as palavras que não fazem parte do baianês mas que saem diariamente da boca do baiano. São coisas engraçadas, apesar de absurdas, e por serem tão características acho que vale a pena citar aqui. Veja os piores casos:

- "Namuscada": é aquele condimento que se usa para cozinhar, conhecido em bom português como "noz moscada". Não sei se o sabor é o mesmo mas a pronúncia...
- "Quer nizer": versão da expressão "quer dizer". Desde que consegui parar de rir após ouvir essa maluquice, eu me pergunto o que significa 'nizer' na cabeça de quem fala isso!
- "Cagado e cuspido": é aquela pessoa muito parecida com outra. Só que no resto do país, se diz "encarnado e esculpido". Bobagem, nem dá pra notar a diferença, né?!
- "Minduís": é o amendoim que nasce na Bahia.
- "Ondibinho": acredite, é o diminutivo de ônibus! Eu falaria onibusinho mas talvez eu esteja errada!
- "Ondibus": advinha?!
- "Tirar as genitais": esse foi extraído da TV local, em um programa popular. Você já tirou as genitais de alguém? E as suas? Bom, mas as "digitais" com certeza tirou, né?!
- "Morródia": não sei é erro de português ou erro médico! Mas também se chama hemorróida.
- "Cunzinha": pare de pensar em sacanagem! Cunzinha e cozinha são a mesma coisa!
- "Menas": é quando o baiano tem "menas dor" ou "menas condições", ou "menas possibilidades" de aprender a falar direito, etc...

Há casos que são específicos, claro! Baiano falando inglês, por exemplo, é uma tragédia! O que tem de Mary sendo chamada de Meire e girl que virou guél não dá pra contar... E a frase "I don't have money" já faz tempo que virou "I'm not have money". Isso além das adaptações como Brocation, Aperriation, Esculhambation e qualquer outro ation que você quiser inventar!

Nos órgãos públicos é uma pedrada atrás da outra. CPF que virou CPS, registro que virou resistro e o fato de que ninguém mais resolve problemas - resolve problemáticas! Na Caixa Econômica, os imóveis são financiados pelo sistema de "habilitação" e a velhinha idosa insiste em sacar seu dinheiro no balcão porque na máquina (caixa eletrônico) só tem "célula" de R$50,00.

Bom, enquanto não houver solucionática para essa situação, só nos resta mesmo anotar e resistrar essas péloras da língua baiana! Rezano, é claro, para que não tenhamos uma grave complication nas próximas gerações!

2 comentários:

Monique Garcia disse...

Eu já ouvi Foscri= a Fósforo

Rodrigo disse...

Bom,e a profissão autoctona da bahia:
taxero.